Dos Hippes aos problemas do mundo.
Dos Hippes aos problemas do mundo – Francisco Cândido Xavier. Imrpessionante obra onde Chico responde sobre vários assuntos atuais.
Nessa parte destacada, recortamos sua visão sobre a tecnologia digital, acompanhe!
DURVAL – Nós estamos vivendo a era dos computadores. A cibernética ilumina o mundo. Mais e mais, o homem vai sendo escravizado pela máquina. A par disso, o recolhimento do homem para as coisas do espírito me parece cada vez menor.
Chico, honestamente, será que a máquina fria, calculista, violenta, vai conseguir estrangular o homem?
CHICO XAVIER – A pergunta do nosso caro amigo que nos entrevista é muito válida e devemos reconhecer que hoje precisamos estudar até mesmo os nossos lazeres e que a nossa mente não tem estado tão eficientemente preparada para o descanso que a máquina nos trouxe e muitas vezes nos impõem.
A automação nos faz viver, hoje, na presença do futuro. Por isso mesmo, os espíritos amigos nos pedem para que sejamos cultores da chamada prospectiva, a ciência da prospecção.
Precisamos compreender que dentro de uma estrada nebulosa necessitamos de luz que nos mostre à frente; necessitamos de reuniões, de técnicos, de religiosos, de cientistas, de pais de família, de mães de família, para não confundir o papel essencial da mulher em nossa civilização.
Precisamos ouvir as pessoas amadurecidas na experiência e os mais jovens, para compreendermos o que será de nós no dia de amanhã, se abandonarmos os nossos propósitos espirituais de vivência na construção de um mundo melhor.
Precisamos compreender o cristianismo, como sendo uma doutrina de vivência humana, para que nós não venhamos a perder o calor da fraternidade uns para com os outros, para que não sejamos transformados em simples números na vida econômica, ou em meros robôs em nossa vida social.
Para isto não basta ouvir os adivinhadores da futurologia, conquanto respeitemos todos eles.
Mas realizarmos por nós, dentro do País, sob a custódia das nossas autoridades, mesas-redondas, para compreendermos a importância da família com as áreas de compreensão que a família é hoje chamada a descerrar em seus núcleos para nos adaptarmos à era nova.
Precisamos compreender a importância do lar como célula da vida social, para que não venhamos a despencar num caos do qual não sabemos, amanhã, como nos levantarmos.
A pergunta do nosso caro amigo senhor Durval é muito válida e sugere a nós todos um vasto movimento de meditação com respeito aos nossos próprias destinos, porque as máquinas estão impondo a nós todos um repouso para o qual muitos de nós não estamos preparados.
Precisamos estudar intensivamente, compreendendo que o estudo não é apenas uma obrigação para a mente infanta-juvenil.
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Nós todos, aqueles que amadureceram na experiência da vida, precisamos estudar os nossos próprios caminhos de amanhã, para que não venhamos a entrar nas trevas de espírito, porque isso seria o nosso regresso à desordem, e nós não podemos pensar nisto, porque nós nos referimos ao Brasil.
Nós somos cristãos em nossa formação e devemos preservar este titulo e respeitá-lo. Temos nos ensinamentos de Jesus bastante material para superar a influência surpreendente da máquina.
Diz o nosso Emmanuel, que está presente: nós, como cristãos, vencemos 300 anos de martírio nos primeiros séculos do cristianismo. Será possível que, agora, não saibamos vencer o nosso próprio excesso de conforto, para sermos cristãos? Uma pergunta para nós também…
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