Despertando – Livro: Violetas na janela

Publicado por Udson Udson em

Despertando - Livro: Violetas na janela

Despertando – Livro: Violetas na janela. Ditado pelo espírito Patrícia.

Por muitas vezes acordei, para logo em seguida adormecer. Neste período, desperta, observei o local onde estava. Era um quarto com paredes claras e uma janela fechada.

O local estava na penumbra. Sentia-me extremamente bem. Ouvia a voz de meu pai, ou melhor, sentia as palavras:
“Patrícia, filha querida, dorme tranquila, amigos velam por você. Esteja em paz.”
Embora essas palavras fossem ditas com muito carinho, eram ordens. Sentia-me protegida e amparada. Estava deitada numa cama alta como as dos hospitais, branca e confortável.
Acordava e dormia.
Até que despertei de fato. Sentei-me no leito. Virei a cabeça devagar, observando o quarto, e foi então que vi ao lado do meu leito, sentado numa poltrona, um senhor.

Quando o olhei, ele sorriu agradavelmente.
Apalpei-me, ajeitando-me entre os lençóis alvos e levemente perfumados. Estava vestida com meu pijama azul de malha. Arrumei com as mãos meus cabelos.
“Onde será que estou?” – pensei.
Não conhecia o local nem aquele senhor que, calmamente, continuava a sorrir. Não tive medo nem me apavorei. Fiquei calada por minutos, tentando entender.

Até que o risonho senhor me dirigiu a palavra.
– Oi, Patrícia! Como se sente?
– Bem…
Pensei no meu pai. Senti-o. Interroguei-o mentalmente:

“Papai, que faço?”

“Calma, esteja tranquila, diante do desconhecido, procure conhecer; nas dificuldades, ache soluções. Pense em Jesus. O Divino Mestre é a Luz do nosso caminho.” Papai respondeu dentro de mim, era como se pensasse com a voz dele.
Senti coragem e ânimo, certamente eram fluidos que me enviava. Confiei. Voltei a cabeça na direção daquele senhor, olhei-o fixamente e indaguei:
– Como sabe meu nome?
– Patrícia é um lindo nome, conheço-a há tempo.
– Onde estou?
– Entre amigos.
Realmente sentia assim. Estava calma. Ter acordado num lugar desconhecido e com aquele estranho ao meu lado pareceu-me natural. E logo eu, que sempre fui tão caseira e avessa a estranhos. Interroguei-o novamente.
– Como se chama?
– Maurício. Sou amigo de seu pai.
– É médico? Trabalha em nosso centro espírita? Não me respondeu, seu olhar tranquilo dava-me calma. Observei-o detalhadamente. Ruivo, com sardas pelo rosto, olhos verdes, boca grande e sorriso agradável. Deixou que eu o observasse. Minutos passamos em silêncio. Até que ousei perguntar:
– Estou sonhando ou desencarnei?

Leia o livro clicando aqui

Veja também:

OS PRIMEIROS CRISTÃOS

Se fosse um homem de bem, teria morrido

Dos Hippes aos problemas do mundo.


4 comentários

Deixe um comentário

Avatar placeholder

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *